Você é uma pessoa ou um livro?
Tem toda essa coisa de valorizar – ou supervalorizar histórias. Não sei se sou eu, se tem a ver com o jornalismo, se é de família ou o quê. Mas dou importância demais a histórias. Já me peguei mais de uma vez querendo tanto que algo desse certo, e em muitas vezes, um dos fatores principais era porque seria uma história boa pra contar. A tal da peculiaridade, aquele fato estranho, a coincidência… Não entendo porque dou tanta importância a isso na minha vida, não mesmo.
E aí que obviamente eu me sinto uma idiota, né? A lógica do raciocínio é mais ou menos assim:
Isso dá uma história legal, Desirée. Nada de fazer merda dessa vez. Imagina, contar pra alguém daqui a muitos anos como vocês se conheceram? Vai ser demais. Vai lá, é só fazer tudo certinho que vai dar certo. E você vai poder contar essa história.
E aí que nem sempre a culpa das coisas darem errado é minha e eu já estou aprendendo a lidar com isso.
Tem gente sendo feliz por aí e sem precisar de coisas pitorescas pra isso. Hope, my fellows. A vida tá tão boa e a gente reclamando de bobeira!
Música pra não perder o costume:
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eu sou um livro. =*
estou feliz por você